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sábado, 26 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA
O texto de Reginald Rose, foi criado, originalmente, como série de TV, e, três anos depois, transportado para o cinema por Henry Fonda, que produziu e atuou no filme.
Em 1963, estreou no teatro, com extraordinário sucesso. Desde então vem inspirando vários artistas da dramaturgia, em diferente lugares do mundo
Reunem-se, em uma sala, doze jurados, que devem chegar a um consenso sobre a culpabilidade,ou não ,de um jóvem de 16 anos , acusado de ter assassinado o pai. Se ele for culpado será condenado à pena de morte.
Um parêntesis : - o direito processual criminal norte-americano é difente do nosso, nele os jurados trocam opiniões entre si para apresentar ao juiz o veredíto final. Assim a votação precisa ser unânime.
O juiz só convoca o juri se houver elementos de provas que justifiquem a reunião.
Neste caso, havia a prova do vizinho idoso e da vizinha do outro lado da rua, ambos acusando o menino de assassinato.
Parecia um caso fácil para os jurados votarem - culpado, é óbvio - até que um dos jurados não concorda com a decisão dos companheiros. Afinal, o réu poderia ser inocente.
Daí, é criada uma situação onde cada jurado vai revelando um pouco de si , seus preconceitos, idéias e crenças. E, nós, espectadores, começamos a julgar os jurados e não o fato em si.
Envolvidos num emaranhado de opiniões , saímos do teatro satisfeitos porque vivenciamos um ótimo espetáculo.!!!
Recomendo...
Em 1963, estreou no teatro, com extraordinário sucesso. Desde então vem inspirando vários artistas da dramaturgia, em diferente lugares do mundo
Reunem-se, em uma sala, doze jurados, que devem chegar a um consenso sobre a culpabilidade,ou não ,de um jóvem de 16 anos , acusado de ter assassinado o pai. Se ele for culpado será condenado à pena de morte.
Um parêntesis : - o direito processual criminal norte-americano é difente do nosso, nele os jurados trocam opiniões entre si para apresentar ao juiz o veredíto final. Assim a votação precisa ser unânime.
O juiz só convoca o juri se houver elementos de provas que justifiquem a reunião.
Neste caso, havia a prova do vizinho idoso e da vizinha do outro lado da rua, ambos acusando o menino de assassinato.
Parecia um caso fácil para os jurados votarem - culpado, é óbvio - até que um dos jurados não concorda com a decisão dos companheiros. Afinal, o réu poderia ser inocente.
Daí, é criada uma situação onde cada jurado vai revelando um pouco de si , seus preconceitos, idéias e crenças. E, nós, espectadores, começamos a julgar os jurados e não o fato em si.
Envolvidos num emaranhado de opiniões , saímos do teatro satisfeitos porque vivenciamos um ótimo espetáculo.!!!
Recomendo...
terça-feira, 8 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Cândida, de Bernard Shaw
Por ser uma peça diferenciada, tanto nos diálogos como no único cenário apresentado, ao invés de fazer só a resenha e crítica de CÂNDIDA achei merecida a idéia de colocar dados biográficos do autor, no final..
Realizada pelo Núcleo Experimental/Cooperativa Paulista de Teatro, tem como atores preincipais: Bia Seidl, Sergio Mastropasqua,Thiago Carreira, com tradução e direção de Zé Henrique de Paula.
Um pastor anglicano com tendências socialistas, faz suas preleções de forma a ganhar o prestígio e a admiração da sua comunidade. Casado com Cândida, uma bela mulher, ele é surpreendido pela aparição de um jóvem poeta, tímido, que está apaixonado por sua esposa. Entre eles há um duelo de palavras e convicções, que abala a relação do casal.
Um enredo simples, se não fosse escrito por Bernard Shaw. Um cenário mórbido , sem atrativos e, inicialmnte, uma apresentação cansativa, se não tivesse a marca do autor, que pede que assim seja . O desenrolar da trama, com diálogos profundos e inteligentes, as boas interpretações dos atores e um desfecho inesperado, saímos do teatro com a sensação de termos assistido um ótimo espetáculo.
Recomento!!!
Bernard Shaw (1856-1950) nasceu em Dublin, na Irlanda,. Aos vinte anos mudou-se para Londres e tentou a sorte como romancista. Escreveu diversos panfletos para um grupo socialista e se tornou um importante orador, mas seus romances eram todos recusados pelas editoras da época..
Conseguiu emprego como crítico de teatro e música em periódicos londrinos. Logo, seu estilo inteligente e cheio de sagacidade o levaria a ser considerado uma das figuras mais interessantes da época. Como um apaixonado defensor do novo teatro de Ibsen, escreveu um ensaio sobre o autor, e decidiu redigir suas próprias peças.
Suas obras, porém , levaram tempo para ganhar os principais palcos da capital inglesa.
O primeiro sucesso ocorreu em 1898, em Nova Iorque, título " O Discipulo do Diabo".
Suas peças vinham sempre acompanhadas de uma descrição detalhada dos personagens e dos jogos de cena, além de prefácios explicativos que, em muitos casos, acabavam sendo mais longos que o texto em si. Destacam-se: A Profissão da Senhora Warren, Cândida, César e Cleópatra, Homen e Super Homen, Major Bárbara, Pigmaleão, que se tornaria ainda mais famosa ao ser transformada no musical de sucesso My Fair Lady.
Escreveu, ainda, diversos ensaios.
Em 1926 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.
O racionalismo radical de Shaw, seu profundo desdém pelas convenções e suas falas cheias de sagacidade e perspicácia colocam seus prsonagens em apaixonantes batalhas de idéias, atacando a hipocrisia da sociedade vitoriana, e fazem com que sua obra se mantenha viva e pulsante.
marisa martire
Realizada pelo Núcleo Experimental/Cooperativa Paulista de Teatro, tem como atores preincipais: Bia Seidl, Sergio Mastropasqua,Thiago Carreira, com tradução e direção de Zé Henrique de Paula.
Um pastor anglicano com tendências socialistas, faz suas preleções de forma a ganhar o prestígio e a admiração da sua comunidade. Casado com Cândida, uma bela mulher, ele é surpreendido pela aparição de um jóvem poeta, tímido, que está apaixonado por sua esposa. Entre eles há um duelo de palavras e convicções, que abala a relação do casal.
Um enredo simples, se não fosse escrito por Bernard Shaw. Um cenário mórbido , sem atrativos e, inicialmnte, uma apresentação cansativa, se não tivesse a marca do autor, que pede que assim seja . O desenrolar da trama, com diálogos profundos e inteligentes, as boas interpretações dos atores e um desfecho inesperado, saímos do teatro com a sensação de termos assistido um ótimo espetáculo.
Recomento!!!
Bernard Shaw (1856-1950) nasceu em Dublin, na Irlanda,. Aos vinte anos mudou-se para Londres e tentou a sorte como romancista. Escreveu diversos panfletos para um grupo socialista e se tornou um importante orador, mas seus romances eram todos recusados pelas editoras da época..
Conseguiu emprego como crítico de teatro e música em periódicos londrinos. Logo, seu estilo inteligente e cheio de sagacidade o levaria a ser considerado uma das figuras mais interessantes da época. Como um apaixonado defensor do novo teatro de Ibsen, escreveu um ensaio sobre o autor, e decidiu redigir suas próprias peças.
Suas obras, porém , levaram tempo para ganhar os principais palcos da capital inglesa.
O primeiro sucesso ocorreu em 1898, em Nova Iorque, título " O Discipulo do Diabo".
Suas peças vinham sempre acompanhadas de uma descrição detalhada dos personagens e dos jogos de cena, além de prefácios explicativos que, em muitos casos, acabavam sendo mais longos que o texto em si. Destacam-se: A Profissão da Senhora Warren, Cândida, César e Cleópatra, Homen e Super Homen, Major Bárbara, Pigmaleão, que se tornaria ainda mais famosa ao ser transformada no musical de sucesso My Fair Lady.
Escreveu, ainda, diversos ensaios.
Em 1926 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.
O racionalismo radical de Shaw, seu profundo desdém pelas convenções e suas falas cheias de sagacidade e perspicácia colocam seus prsonagens em apaixonantes batalhas de idéias, atacando a hipocrisia da sociedade vitoriana, e fazem com que sua obra se mantenha viva e pulsante.
marisa martire
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